simon fernandes

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Enquanto dormimos, a cidade nos arranha

Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes

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Novas formas de vida
pintura
190 x 200cm
Acrílica sobre papel arroz
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Monitor I
escultura
20,5 x 36cm
Liga de estanho e chumbo
monitor lcd quebrado
e pregos de aço
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Plástico, alumínio, papel
escultura
13 x 21cm
Plástico, alumínio e papel
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes

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Água viva
Instalação
Dimensões variáveis
Projeção sobre tela
de proteção do copan
e escada de alumínio
2020
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https://vimeo.com/463518252
Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Baby alien 2
escultura
33 x 47 x 53cm
Alumínio, silicone, berço de papel
de fones de ouvido de celular
e ar condicionado usado
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes

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Dois mil e noite (tríptico)
Pintura
190 x 340cm
Nuvem de pontos gerada
com programação em javascript
por processamento de som
coletado em caminhada noturna
no centro de São Paulo,
desenhada com isqueiro
sobre manta asfáltica
2016-2020
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Flutívago
Escultura
75 x 120 x 50cm
Fantasia de E.T e fio de alumínio
de cabeamento elétrico urbano,
coletado na praça da república
em obra de manutenção da eletropaulo
2018-2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Derretido, objeto sensível
Escultura efêmera
16 x 21cm
Nuvem de pontos gerada
com programação em javascript
por processamento de som
coletado no centro de São Paulo,
desenhada com ferro de solda
sobre um disco de gálio (metal com ponto de fusão de 29.76°C)
dentro de sacola plástica fixada com imã de neodimio
sobre fachada de vidro do Copan
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Pele dos edifícios
Escultura
39 x 50cm
Manta asfáltica e alumínio
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Shopping Center
Escultura de parede/digital
30 x 30cm
Alumínio, vidro, polarizador,
adesivo transparente e sala digital
2020
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http://simonfernandes.xyz/primeiroencontroultimoencontro/shoppingcenter/
Contemporay art.Simon Fernandes

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Mentira - miragem
Escultura
50 x 50cm
Display holográfico e vídeo
2020
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https://vimeo.com/463525420
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Casulo
Escultura
70 x 130cm
Alumínio, borracha, plástico e ferro
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Invasor I
Escultura
Dimensões variáveis
Fita hellerman preta
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Invasor
Escultura
80 x 120cm
Silver tape e plástico
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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objeto sonoro
escultura
dimensões variáveis
alumínio, asfalto, spray e silicone.
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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baby alien 1
escultura de parede
22x15cm
alumínio, suporte de fones
de ouvido de celular e silicone.
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
escultura de chão
40x60cm
silicone, sacolas plásticas
embalagens metálicas, asfalto,
detritos plásticos e spray
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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enquanto dormimos, a cidade nos arranha
pintura
90x130cm
alumínio, folhas de alumínio,
spray, guache, bastão oleoso
s/ papel s/ fita de isolamento térmico
2020
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fotos: ana pigosso



Av. Ipiranga 200, bloco B, apto. 2618

Em agosto de 2017 mudei para uma unidade de 40m2, no vigésimo sexto andar do edifício Copan, de frente à marquise, . A vista e os ruídos da cidade eram parte da arquitetura e pareciam responsáveis pela sustentação do prédio tanto quanto o concreto.

Durante três anos coletei materiais, imagens, sons e objetos. Dessas coletas e fragmentos, lentamente construí um corpo de trabalho.Em setembro de 2020, após 6 meses de isolamento, a exposição foi aberta. Visitas agendadas e recebidas uma a uma. Mais do que expor objetos, meu interesse estava nos atravessamentos que aconteciam naquele lugar específico, rodeado de concreto e eletricidade, onde a confluência entre cidade, corpo e matéria gerara um ambiente onde era possível observar um grande sistema de relações, rastros no tempo provocados pelo enlace social. Uma cadeia constituída de íntimas ligações humanas e não humanas.

ENQUANTO DORMIMOS, A CIDADE NOS ARRANHA

Dirigido por Leos Carax, o filme Os amantes da Ponte Neuf (1991) narra a relação entre Alex e Michèle, moradores de rua que orbitam a mais antiga das pontes sobre o rio Sena, em Paris. Ele é um malabarista e acrobata alcoólatra, ela é uma artista visual que está ficando cega. Marginais em um mundo de beleza e sucesso, a dupla se cruza nas zonas sombrias da capital francesa. Aí, a ponte e a cidade, mais do que cenários, são interlocutores que abrigam e que de certa forma definem os rumos desse amor florescido na noite, que habita o barro e as folhas das ruas.

Enquanto dormimos, a cidade nos arranha, individual de Simon Fernandes no Edifício Copan, não trata do amor – ao menos não diretamente. Aqui, no entanto, como no filme de Carax, a cidade é o lugar e o agente catalisador dos afetos e dos eventos; aqui, como lá, é a partir dela que vislumbramos não só as chances do encontro mas também as da ação ou gesto artístico. E não só: no filme como na exposição, estamos incrustados no tecido urbano. É ele que nos oferece a matéria-prima – física, e também sensível – sobre a qual o trabalho se desenvolve, elaborando, depois de uma longa convivência, as formas e os conceitos que nos refletem e que de algum modo nos acolhem.

As obras reunidas em Enquanto dormimos, a cidade nos arranha ecoam a cidade e seus ruídos. A alusão ao som não é acidental: como elemento constituinte da experiência urbana, ele está presente de diferentes maneiras na exposição, explorado enquanto matéria escultural capaz de interferir no espaço e nos corpos que o cruzam. Entremeados por pequenas paisagens sonoras, nos entregamos a essa espécie de escuta tátil e sem grandiloquência, fundada também pelos seus silêncios e suas pausas.

O Copan, como grande escultura sonora, é metáfora ideal para esta relação entre corpo e som. Prenhe de ruídos que interagem de diferentes modos com a matéria que o constitui, o prédio funciona como microcosmo da cidade que o rodeia. Estabelecendo uma relação especular com sua estrutura, algumas obras exploram as tensões entre material e desenho, desdobrando a impressão provocada pelo edifício, ao mesmo tempo leve (em sua visualidade) e pesado (em sua dimensão matérica).

Diferente da obra de Niemeyer, no entanto, na exposição temos, mais que um grande gesto, sua dispersão e ruptura. Pois os trabalhos de Simon Fernandes são feitos das sobras e dos restos do que constrói o lugar em que vivemos: refugos e pigmentos industriais; materiais da construção civil; piche; plásticos. Em nenhum há nobreza nem se vê busca por qualquer forma de transcendência. Ao contrário: a fragilidade de algumas estruturas evidencia a força entrópica que nos habita e ao nosso dia-a-dia; estamos, diante de algumas obras, à beira do colapso.

Em outras, a entropia surge não como queda, mas como processo transformador; aí, contemplá-la é acolher a passagem do tempo e as mudanças que ela traz. Nesse mesmo sentido, a escolha dos materiais reflete o desejo de vê-los respondendo às forças físicas – calor, gravidade – que os alteram e deterioram, explorando sua precariedade e perecibilidade. Um desejo semelhante leva à exibição dos avessos da arquitetura, dando a ver, como ocorre na costura, os indícios de um trabalho igualmente transformador e discreto. Nesse gesto, a exposição revela sua sutil força política, baseada não só na evocação da pólis como elemento central da elaboração poética, mas em tornar visíveis as diversas formas do labor que a constrói e sustenta.

Apesar de sua importância como abrigo e motriz da fabulação poética, o Copan não é o único lugar onde a exposição se desenrola. Inseridas no espaço urbano, às vezes mimetizando suas cores e estruturas, algumas obras estão instaladas nas calçadas que circundam o edifício. Como oferendas ao fluxo das ruas, podem ser levadas embora (é provável que o sejam), desmontadas e ter seus materiais reaproveitados em outras circunstâncias, para outros fins.

Um terceiro grupo, ainda, habita a sala virtual desenhado pelo artista para este projeto. Acessível por meio da leitura de um QR code, ela guarda um desdobramento dessa espécie de inventário que permeia as obras reunidas aqui. Registro imaterial do peso concreto que de outro modo nos circunda, a existência desse terceiro espaço sublinha a importância da subversão técnica que está presente de diferentes maneiras na exposição.

As cidades, como as carcaças, sustentam e alimentam a vida de muitos seres. Embora inanimadas, são, por metonímia, algo vivo: pois tomam um pouco da vida de todos que as habitam. Assim elas nascem, se expandem e duram; graças a esse vínculo, também, algumas vezes morrem. A relação algo erótica que estabelecemos com seus espaços não nos poupa de seu caráter eventualmente atroz. Percebê-las como coisa sensível, e as interseções entre os nossos corpos e o seu, é condição para habitá-las; talvez seja, do mesmo modo, condição para habitarmo-nos.



ENQUANTO DORMIMOS, A CIDADE NOS ARRANHA
(english version)

Directed by Leos Carax, the film The Lovers on the Bridge (Les amants du Pont-Neuf, 1991) follows the relationship between Alex and Michèle, two vagrants that orbit the oldest of the bridges over the river Seine, in Paris. He is a juggler and acrobat addicted to alcohol, and she is a visual artist turning blind. Marginals in a world of beauty and success, the couple meet in the shadowy zones of the French capital. There, the bridge and the city, more than a set, are characters that shelter and somehow define the course of this relationship flourished in the night, inhabitant of the mud and leaves of the streets.

Enquanto dormimos, a cidade nos arranha [As we sleep, the city scrapes us], solo show by Simon Fernandes at the Copan Building, in the city center of São Paulo, does not talk about love – at least not directly. Here, however, as in Carax film, the city is the place and the catalyst agent of affections and events; here, as in there, it is inside the city that we glimpse the chances of an encounter, and also of an artistic action or gesture. Not only this: in the exhibition, just like the film, we are inlaid in the urban fabric. It is the source of raw material –physical but also sensible– from which the work is developed, elaborating, after a long coexistence, the forms and the concepts that reflect and in a sense welcome us.

The works gathered in Enquanto dormimos, a cidade nos arranha echo the city and its noises. The allusion to sound is not accidental: as a constitutional element of the urban experience, sound is present in different ways in the exhibition, explored as sculptural matter capable of interfering on space and on the bodies that cross it. Trespassed by small sound landscapes, we give ourselves to this sort of tactile listening, founded without any grandiloquence also by its silences and pauses.

Landmark building designed by Oscar Niemeyer, Copan works as a huge sound sculpture and is the ideal metaphor for the relationship between body and sound. Pregnant with noises that interact in different ways with the physical matter that makes it, the building works as a microcosmus of the surrounding city; in a specular relationship with the place, some of the works explore the tensions between design and material, developing the impression provoked by the building, at the same time light (in its visuality) and heavy (in its materic dimension).

Different from Niemeyer's creation, however, in the exhibition we have the dispersion and rupture of the great gesture. Because the works by Simon Fernandes are made of leftovers and rests of what builds the places we live in: industrial wastes and pigments; tar; plastics. There is no nobility in them, neither we see any attempt of transcendence. On the opposite: the fragility of some structures make evident the entropic force that inhabits us and our daily lives; in front of some of the works, we are on the verge of collapse.

In some other, entropy does not emerge as a fall, but as a transformation process; there, to contemplate it is to house the passage of time and the changes it brings. In this very same sense, the choice of materials reflect the desire of seeing the action of physical forces –heat, gravity– that transform them, exploring their precarity and perecibility. A similar desire brings the exposure of the backs of the architecture, showing, as it happens with sewing, the traces of a work equally transformative and discrete. In this procedure, the exhibition reveals its subtle political force, based not only on the evocation of the polis as a central element of poetical elaboration, but also on making visible the diverse forms of the labour that builds and sustains it.

Although its importance as matrix and home of the poetic fabulation, Copan is not the only place where the exhibition happens. Installed in the streets, sometimes mimicking its colors and structures, some of the works are placed on the surroundings of the building. As offerings to the flow of the streets, they can be taken away (it is likely), dismantled and have their materials reused in other circumstances, for other purposes.

Finally, a third group of works is placed in a virtual room designed by the artist for the project. Accessible through a QR code, the room hosts a development of this inventory of sorts that constitutes the artworks gathered here. Immaterial record of the concrete weight that otherwise surrounds us, the existence of this third space underlines the importance of technical subversion that is present in different ways in the exhibition.

Cities, like carcasses, support and feed the lives of many beings. Although inanimate, they are, by metonymy, something alive, as they take a little of the lives of all who inhabit them. In this way they are born, expand and last; thanks to that bond, too, sometimes they die. The somewhat erotic relationship we establish with their spaces does not spare us from their possible atrocious character. Perceiving them as a sensitive thing, and the intersections between our bodies and theirs, is a condition for inhabiting them; perhaps it is, likewise, a condition for us to inhabit ourselves.


Gabriel Bogossian São Paulo, September 2020

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agua plástico moneda

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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agua plástico moneda
instalação
dimensões variáveis
projetor, videos, fitas de led, plástico prateado,
tripés, tv 44", sacolas plásticas e água.
loading festival, mana contemporary, miami
2020
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primeiro encontro : último encontro

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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primeiro encontro : último encontro
página html
2020

The Wrong Biennale
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link
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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primeiro encontro : último encontro : cosmocoisa
página html
2020
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link

partículas

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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* vista da exposição
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Bolor
vídeo instalação
90x150cm
vídeo generativo, monitor de desktop aberto,
raspberry PI e pintura metálica s/ parede mofada
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Estudo para Pombos
escultura de parede
dimensões variáveis
liga de chumbo e estanho
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Água das coisas
escultura de parede
dimensões variáveis
Fita adesiva cristal e embalagem plástica de iphone 11
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Sedimento de Imagem
pintura
60x30cm
Barra de alumínio e spray prateado s/ papel arroz
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes
Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Metade Água, Metade Silêncio
escultura
50x50cm
saco plástico cristal, água, carpete e laser.
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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derretido :: objeto contemplante
escultura de parede
30x20com
máscara de buda em látex e prego
2019
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Dandara Hanh e Simon Fernandes
massapê projetos, São Paulo SP.
Novembro de 2019.
Texto: Guilherme Teixeira.
fotos: ana pigosso.

Muito pode ser dito dos estados de manipulação dos objetos de arte através da história, mais especificamente da historicidade do século XX, porém a perspectiva sobre a usologia dos objetos com finalidade somente estética em sua maioria se destaca das possibilidades de deslocamento afetivo que o procedimento artístico possibilita.

Um dia, em uma conversa com Simon Fernandes, ele começou a me falar sobre a paixão do inventor Nikola Tesla pelos pombos que visitavam a sua varanda na cobertura de um hotel em Nova Iorque em meados do século XX. Ele me falou, mais especificamente, sobre a verdadeira paixão que Tesla desenvolveu por uma pomba em especial. É dito que, na ocasião da morte da pequena pomba, o desamparo de Tesla deflagrou sua própria morte horas depois. O ponto aqui não é debater a veracidade ou os fatos dessa estória - trago-a a tona para falar sobre uma relação íntimo que desenvolvemos com aquilo, orgânico ou artificial, onde projetamos nossas consciências. Neste movimento entre materialidade usual e afetividade corrente, para conceber um espaço onde os objetos derivam tanto da manipulação mínima de uma peça doméstica, como um cobertor, quanto de uma industrialização latente, como em plásticos, moldes e recipientes, postulo duas perguntas: em que momento o interesse nos objetos e discursos que se destacam do cotidiano se entrelaçam na construção de uma narrativa espacial? Como conceber um espaço expositivo a partir de deslocamentos aparentemente distantes, não posicionando-os em tensões, ou mesmo em uma relação paradoxal, mas sim enquanto contradições harmônicas que possibilitem uma nova leitura da materialidade inexata que habita o que está ali?

Embora não tivessem sido especificamente verbalizadas a Dandara ou Simon, sinto que de certo modo essas perguntas inconscientemente orientaram a escolha do eixo que guiaria esta exposição, tanto expográfica quanto conceitualmente. Partindo da ideia de partículas, mais especificamente de seus movimentos, buscou-se construir um espaço onde um eixo afetivo, quase como que em um movimento centrífugo, levaria a cabo o jogo ímpar entre tecido, lasers, luz, plástico, chumbo, água e som que constroem a dança entre os discursos dos artistas: neste jogo, não apenas a semântica dos materiais ditam as regras, mas também a própria relação entre as superfícies, seus interiores e transparências, assim como o modo como ele tece o percurso do espectador.

Diversos são as relações que se constroem, porém a tônica que urge de todas elas é singular: dentro dos estados de materialidade usual ou afetividades correntes que se entremeiam aqui, a única certeza que podemos ter deste espaço (se podemos ter alguma), é sobre a cada vez mais necessária projeção do gesto em relação a tudo que nos circunda; para tanto, não nos esqueçamos da urgente necessidade de ressignificar o comum, ou do amor de Tesla por seus pombos.

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A lot can be said about the states of manipulation of art objects through history, more specifically about the historicity of the twentieth century, but the perspective on the utilization of objects for aesthetic purposes only mostly stands out from the possibilities of affective displacement that the artistic procedure enables.

One day, in a conversation with Simon Fernandes, he began to tell me about the passion of inventor Nikola Tesla for the pigeons who visited his balcony on the roof of a New York hotel in the mid-twentieth century. He told me, more specifically, about the true passion Tesla developed for a particular dove. It is said that, at the time of the death of the little dove, Tesla's helplessness triggered his own death hours later. The point here is not to debate the truthfulness or facts of this story - I bring it up to talk about an intimate relationship that we develop with things, organic or artificial, where we project our consciences. In this movement between usual materiality and current affectivity, to conceive a space where objects derive from both the minimum manipulation of a household part, such as a blanket, as well as latent industrialization, like in plastics, molds and containers, I post two questions: at what moment does interest in objects and speeches that stand out from everyday’s life intertwine in the construction of a spatial narrative? How to conceive an exhibition space from seemingly distant displacements, not positioning them in tensions, or even in a paradoxical relationship, but as harmonic contradictions that allow a new reading of the inaccurate materiality that inhabits what's there?

Although they had not been specifically verbalized to Dandara or Simon, I feel that in a way these questions unconsciously guided the choice of the axis that would guide this exhibition, both expographic and conceptually. Starting from the idea of particles, more specifically from their movements, it was sought to build a space where an affective axis, almost as in a centrifugal movement, would carry out the odd game between fabric, lasers, light, plastic, lead, water and sound that build the dance between the speeches of the artists: in this game, not only the semantics of the materials dictate the rules, but also the relationship between surfaces, their interiors and transparencies, as well as the way it weaves the path of the spectator.

There are several relationships that are constructed, but the emphasis that urges all of them is unique: within the states of usual materiality or current affectivity that intersect here, the only certainty we can have of this space (if we can have any), is about each necessary projection of the gesture in relation to everything around us; to do so, let us not forget the urgent need to re-signify the common, or Tesla's love for his pigeons.

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para sempre parquelândia

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

vista da exposição

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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parquelândia, google streetview
vídeo instalação
dimensões variáveis
projetor, mesa de metal, areia e
vídeo sobre superfície prateada.
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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sol de piche, chão de zinco
pintura
guache, spray e piche s/ papel
15x40cm
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
pintura
120x160cm
spray s/ papel arroz
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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fachada
escultura de parede
120x160cm
borracha e spray s/ papel arroz
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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resíduo
escultura
50x50cm
garrafas plásticas, fio metálico emborrachado
e spray prateado
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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not pacific
instalação
160x120cm
pregos sobre parede prateada
2019
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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boné esquecido
escultura
30x65cm
boné vermelho bordado e tv 42"
2019
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individual.
pin up new town, ginowan city, okinawa, japão.
julho de 2019.
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super superficial

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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super superficial
instalação
dimensões variáveis
pintura guache e spray s/ papel, escultura c/ sacolas plásticas,
projeção laser e filtro 'ar' para instagram
2019

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coletiva 'dear amazon'. Ilmin museum, Seul, Coréia.
junho de 2019
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Super Superficial

>> low quality, low resolution, high absorption

Low resolution image can spread faster, trough devices or web platforms, reaching us as journalistic information, memes, selfies, or tiny pieces of everyday life. Their lightweight makes them a much more effective communication tool in contrast with the images produced by the industry of high resolution images.

Digital images, act as a kind of spectral entities that float one in the other dimension and then they accumulate on the bottom of our memory. To bring this ghostly aspect of them to the space I choose using the lightness, reflection, transparence, the toxicity of plastic bags as screens. And laser light, to create an ethereal sculpture - along the expositive space.

Plastic bags provide a precarious experience, bringing up how cheap and guided by consumption our relation with materials is, as well as with mages, objects, environment and so on. They are forgotten objects of our culture wandering meaningless in our planet after accomplishing their tasks of wraps. I think about their spirits and how similar they are with the nature elements, acting as a wind or water, They already are landscape of our dystopic historical moment.

>> Starting point

My desktop was the starting point of this project, the mess of collected digital images forming a cloud of diffuse information, memories and sensations. Light inputs absorbed by the consciousness. My interest is to know how the materiality of this data would be. I have realized that maybe our body is their materiality.

>> Lygia Clark, material and space

Manipulating cheap materials as plataform to perceive our body, expand our relation with the space, proposing an poetic deviation of the their original projects. Using the air and the emptyness as sculptural element.

Painting pieces of images, converting them in a non-linear process, digesting and distorting them with the human gesture. The color tends to fade to grey as air pollution, the surface becomes silver like an industrial product (kind of post Heinz Mack), reflective, with an appearance between the solid and the abstract.

The painting has a close relation with the laser projection, all images painted were once light, before the pigment. Now they reflect the light of the environment, changing its shades, mutating the pallet according to the ambience, suggesting RGB colors.

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Quem tem ouvidos nunca dorme

Contemporay art.Simon Fernandes

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Não é o silêncio que se move
Escultura
90x150cm
Backlight com frente de acrílico perfurada
a laser com nuvem de pontos gerada por
programção javascript,a partir de sons
captados nas manifestações de 2013 em São Paulo
2013-2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Silêncio
Escultura
90x150cm
Backlight com frente de acrílico gravada
a laser com nuvem de pontos desenvolvida
com programção javascript,
gerada por processamento de sons
captados nas manifestações de 2013 em São Paulo
2013-2019
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Vibrátil
objeto - díptico
80x60cm
Nuvem de pontos desenvolvida
com programação em javascript
gerada por processamento de sons
de conversas captadas na
linha vermelha do metrô
de São Paulo,
gravada a laser sobre placas de acrílico vermelho
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Espectro sonoro I
Imagem digital
5000 x 5000px
Nuvem de pontos desenvolvida
com programação em javascript
gerada por processamento de sons
coletados nas manifestações
de 2018, em São Paulo,
2018 - 2021
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Espectro sonoro II
Imagem digital
5000 x 5000px
Nuvem de pontos desenvolvida
com programação em javascript
gerada por processamento de sons
coletados em caminhada em Forataleza,
no dia do resultado das eleições de 2018
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Espectro sonoro III
Imagem digital
5000 x 5000px
Nuvem de pontos desenvolvida
com programação em javascript
gerada por processamento de sons
coletados em caminhada em São Paulo,
no dia 08/08/2020.
Dia no qual o Brasil atingiu 100.000 mortos por covid-19
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Espectro sonoro IV
Imagem digital
5000 x 5000px
Nuvem de pontos desenvolvida
com programação em javascript
gerada por processamento de sons
coletados em abril de 2021 na praça do leões, em Fortaleza.
2021
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Contemporay art.Simon Fernandes

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Quem tem ouvidos, nunca dorme escuta #1
A geladeira vazia é um cubo branco, ou uma caixa acústica.(?)

blog Pivô

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Uma geladeira vazia pode ressoar alto e preencher boa parte da paisagem sonora de um ambiente, seu ruído ocupa o espaço de forma sutil e quase silenciosa. É mais uma camada a ser desvelada da massa de informações provenientes da cidade. Gosto de ouví-las, e, vez por outra, de luzes apagadas, faço sessões solitárias de audição do eletrodoméstico. Dessas experiências surgiram notas sobre alguns métodos que encontrei para escutá-las, cada um deles apresenta formas diferentes de estabelecer contato com as obras sonoras da caixa branca.  

1:  

Escuta à distância, onde exploramos os ao redores da geladeira e deixamo-nos levar pela curiosidade da audição. A idéia é procurarmos pequenos territórios sonoros, variações de timbre, volumes e diferentes sons. Circular por seus lados, abaixar-se. Levamos o ouvido à parte de trás de modo a perceber as variações do eco e como o som propaga-se no ambiente.  

2:  

A escuta táctil é um passo à diante em nossa exploração, a proposta é usar o corpo como extensão do aparelho auditivo. De preferência com o dorso nu, encostamos o osso esterno em uma das quinas da geladeira, os braços abertos deitam-se ao longo de suas laterais, reclinamos as mãos abertas sobre a lataria, apoiamos a testa em algum ponto do objeto alinhado com o peito. De olhos fechados, deixamos a vibração extender-se da superfície da geladeira à pele.  

3:  

Como uma sala de concerto, a geladeira foi concebida para oferecer climatização e estrutura acústica. Pomos a cabeça no seu interior, encostamos a porta no pescoço a fim de evitar vazamentos sonoros, percorremos com os olhos a parte interna do objeto. O ar das altitudes é gélido.  
 

>> who has ears, never sleeps - listening # 1 The empty refrigerator is a white cube or a speaker. (?)  

An empty refrigerator can resonate loudly and fill much of the sound landscape of an environment, this noise occupies the space in a subtle and almost silent way. It is another layer to be unveiled from the mass of information coming from the city. I like to listen to them, and sometimes, with the light off, I do solitary listening sessions of eletrodomestics. From these experiences notes about some methods that I found to hear them came up, each of thempresents different ways of establishing contact with the white box sound works.  

1:  

Hearing from a distance, where we explore around the refrigerator and we let ourselves be carried away by the curiosity of hearing. The idea is to look for small sound territories, variations of timbre, volumes and different sounds. Circling by your sides, lower yourself. We bring the ear to the back. so we can see the variations of the echo and how the sound propagates in the environment.  

2:  

Tactile listening is a step forward in our exploration, the proposal is to use the body as an extension of the hearing apparatus. Preferably with the bare back, we place the external bone in one of the sides of the refrigerator, the open arms lie down along its sides, we rest our open hands on the body, we support the forehead in some point of the object aligned with the chest. Eyes closed, we let the vibration spread from the surface of the refrigerator to the skin.  

3:  

As a concert hall, the refrigerator was designed to offer acclimatization and acoustic structure. We place the head in its interior, we leaned the door in the neck in order to avoid sound leaks, we cross with the eyes the inner part of the object. The air in the altitudes is icy.  



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Quem tem ouvidos, nunca dorme escuta #1
A geladeira vazia é um cubo branco, ou uma caixa acústica.(?)

Instruções para escuta de geladeira

2017
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paisagismo

Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Paisagismo
escultura
50x30xm
fita hellerman e eva.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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Paisagismo
escultura
90x180x150cm
fita hellerman e placa de acrílico.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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detrito
escultura
15x20cm
fita adesiva cristal e fita de isolamento térmico.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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solo vertical
escultura
21,9x42cm
eva e arames revestidos com borracha.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
escultura de parede
30x50cm
alumínio, silicone, fios metálicos
emborrachados e spray
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título :: lírio da #paz 2
escultura
70x70x160cm
alumínio, silicone,
embalagens de gelatina, silvertape,
spray e fita de isolamento térmico
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
escultura de parede
40x70cm
alumínio, silicone, fios metálicos
emborrachados e spray
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título :: lírio da #paz 1
escultura
60x70x140cm
alumínio, silicone, spray,
e bola de borracha com
pigmento fotoluminiscente
2020
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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inseto
escultura
15x8x5cm
acrílico.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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duas mãos esquerdas
escultura
50x50cm
acrílico e carpete.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
pintura
90x42cm
spray s/ papel arroz
2018
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estrutura e comércio

Contemporay art.Simon Fernandes

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oásis club
dimensões variáveis
pintura guache, projeção laser e sacola plástica.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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sem título
dimensões variáveis
chapa de acrílico, projeção laser,
pinturas guache s/ papel e silver tape.
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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colapso
escultura
dimensões variáveis
computador e código
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes

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estrutura e comércio
escultura de parede
60x40cm
fita de isolamente térmico e chassi de madeira
2018
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Contemporay art.Simon Fernandes Contemporay art.Simon Fernandes

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abrigo 1 - um corpo foi achado
instalação
dimensões variáveis
backlight e adesivo de recorte
2015
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2020©